Todos os posts de Wellington "Loki" Barreta

Criador do Site Imagine Criando e escritor amador busco adquirir sempre mais conhecimento e compartilhar com todos de forma criativa e divertida

Guerra mental: 2º Fita [PARTE 1]

15° Julho de 2007: 08:15

Olá meu gravador, hoje eu fui liberado da clinica, achou que eu havia lhe esquecido? Em nenhum momento sequer deixei de pensar em você, irei lhe contar tudo o que houve lá, mas antes disse tenho que fazer o registro pessoal.

Olá, meu nome é Joseph tenho treze anos, acabo de sair de uma clinica psiquiatra na qual fiquei internado por dois anos, fui diagnosticado com uma doença chamada esquizofrenia e agora tenho que tomar um remédio especial três vezes ao dia, não tenho nenhuma alucinação já faz nove meses quatro dias treze horas sete minutos e trinta oito segundos e ainda contando. Para não ter ataques esquizofrênicos o medico me receitou alem do remédio fazer meditação duas vezes por dia, ao acordar e ao se deitar (Joseph tosse absurdamente forte) e agora no mínimo uma vez por semana devo ir ficar na rua para e interagir com pessoas diferentes.

Gravador, devo dizer que senti muito a sua falta, realmente tudo foi uma loucura, injeções choques e tratamentos com agulhas faziam eu parecer que estava em algum desenho.
Conheci uma garota, o nome dela era Andy, ela tem a mesma idade que eu, cabelos loiros, olhos castanhos claros, ficamos muito amigos, sofremos da mesma “ doença” mental então concordamos em um ajudar o outro, ela também foi liberada da clinica, não consigo esperar para podermos nos encontrar  novamente, ela me passou o seu endereço e seu telefone e com certeza a pessoa que irei ver quando sair de casa será ela, irei levar você comigo gravador, para conhece – lá.

Fatos que você não deve saber, minha mãe se casou com um outro cara, já até teve um filho com ele (diz rindo) o nome dele é Oliver, a minha mãe já me dava pouca atenção, agora ela me dará menos atenção ainda, mas tudo bem, eu tenho você de novo comigo gravador e é apenas isso que me importa no momento alem de ver Andy é claro.

Tenho que ressaltar meu caro gravador que desde que eu fui para a clinica e recebi os tratamentos eu tenho sonhos estranhos, é claro que não falei para ninguém, só você sabe até agora, meus sonhos estão me revelando coisas que ainda não aconteceram, e também sonho com coisas que já aconteceram porem vistas de outro ângulo, visto do ponto certo. Sonhei com a queda das torres gêmeas, devo dizer que foi algo aterrorizante e magnífico ao mesmo tempo, eu senti a morte de cada pessoa, o desespero de cada um que presenciou a morte de todas as pessoas, realmente foi…. Fantástico!

Outro sonho estranho que tive, foi enterro de um homem desconhecido. No sonho ele estava deitado no caixão e havia apenas uma única pessoa no seu enterro, creio eu que aquela garota era filha dele. (Enquanto Joseph narra os relatos o som de uma respiração vindo de perto de Joseph, parece que Joseph não consegue perceber). Este enterro fez eu pensar sobre a amizade, eu estou aqui dentro de casa e só possuo três amigos, Andy, você meu querido gravador e meu querido amigo que não sei o nome.

(Narração é interrompida com batidas na porta)

Deve ser a minha mãe, está na hora de eu tomar o meu remédio, daqui a algumas horas eu volto meu querido gravador. (Joseph esquece o gravador ligado e sai, porem a respiração continua até que ela começa a ficar mais forte, parece que está se aproximando quando se ouve uma voz sussurra: Estou de volta…)

MÃE, ESPERA… EU ESQUECI DE FAZER UMA COISA!

(Ouve o barulho da porta abrindo e então o gravador desliga)

16 de julho de 2007 15:00

Boa tarde gravador, tudo bem? Hoje eu fui visitar a Andy em sua casa, foi bem divertido, mas também foi um pouco perturbador. Começando pela viagem até lá… Andy mora a mais ou menos duas horas de viagem da minha casa, então para economizar tempo eu decidi ir de ônibus, que encurtou a viagem para quarenta e cinco minutos, acho que eu ando muito devagar. Quando eu entrei no ônibus foi um pouco estranho, ele não estava muito cheio, havia lugar para sentar, mas ainda sim bastante pessoas.

Decidi me sentar ao lado de uma senhora, era um bom lugar para me sentar, não batia sol e era um lugar confortável, mas algo engraçado aconteceu pois quando eu me sentei a senhora levantou, sabe pensei que ela iria descer no próximo ponto, mas na verdade ela apenas trocou de lugar e se sentou ao lado de uma mulher gravida.

Será que meus problemas mentais são tão grandes que chega a ser visível? Pensei aqui agora, será que as pessoas que vimos na rua que aparentam ter problemas mentais ou visuais, sabem que eles têm isso?

Bem, depois que a senhora se sentou ao lado da moça gravida, não demorou muito para alguém se sentasse ao meu lado, mas não era qualquer pessoa, era meu amigo do qual não sabia o nome. Fiquei em silencio por um tempo, ele ficou olhando para mim de cima a baixo com um olhar assustado, acho que ele não acreditava que eu estivesse saindo de casa.

Qual o seu nome? Perguntei a ele

Ele ficou em silencio olhando para mim e então em minha mente veio uma resposta. “José, o nome dele é José”. Fiquei olhando para ele e só movimentei os lábios para falar o nome, mas som algum saiu, ele olhou e balançou a cabeça positivamente.

Levantei um pouco o corpo e olhei em volta para ver se alguém estava me olhando, de fato havia algumas pessoas me olhando, uma delas claro a senhora que havia saído do meu lado.

Olhei para ele novamente e perguntei o que ele queria, ele olhou para mim e sorriu. Achei que ele só queria me atrapalhar na casa de Andy, mas não, ele fez algo muito ruim! Ele se levantou e foi até a senhora que estava olhando para mim, logicamente eu fiquei olhando para ele e a senhora. Ela ficava olhando para mim como se não gostasse de mim, como se eu tivesse feito algo de errado e isso me deixava angustiado.

Quando ele chegou ao lado dela, José colocou suas mãos em volta do pescoço da velha, logicamente, ninguém conseguia vê-lo dentro do ônibus além de mim, então comecei a gritar, dizendo para ele parar. Sabe é muito estranho ficar olhando alguém matar outra pessoa e não conseguir fazer nada e mais ninguém conseguir ver.

Fiquei desesperado, comecei a gritar e chorar dentro do ônibus, a senhora estava ficando roxa, com a língua para fora e se contorcendo então fechei meus olhos e comecei a gritar.

Sabe, isso foi um momento muito ruim, mas certamente não foi pior do que abrir os olhos e perceber que nada aconteceu e eu estava ali no meio do ônibus gritando e chorando igual um maluco!

Logicamente o ônibus parou e todo mundo ficou olhando para a minha cara assustados, o trocador do ônibus veio até mim e perguntou se eu estava bem, fiquei com muita vergonha de falar alguma coisa, então apontei para a minha mochila e pedi meu remédio.

Eu tomo um remédio chamado FLUFENAN, então quando abriram a minha mochila e pegaram o remédio, começou uma grande tensão dentro do ônibus, algumas pessoas estavam querendo ligar para clinicas, outros queriam descer do ônibus por medo, mas consegui amenizar dizendo que isso acontece raramente e que já estava chegando em casa e que não aconteceria novamente.

Depois que “Tudo se acalmou” me sentei muito envergonhado e fiquei esperando chegar no meu ponto, então uma pessoa sentou ao meu lado… Sim, era José novamente.

Ele ficou olhando para mim e rindo, afinal, ele havia feito eu parecer um completo idiota dentro do ônibus e ele acha isso muito engraçado.

Não falei mais nada com ele durante toda a viagem e fiquei muito aliviado quando cheguei então desci do ônibus e andei até a casa dela.

Andy morava em uma área muito bonita, tinha bastante arvores, praça e muitos prédios, certamente era uma região classe média-alta, mas não me importante com isso.

Quando cheguei ao endereço que ela me deu, percebi que era um prédio de quase vinte andares, o que me deixou preocupado, até porque ela não havia me dito o número do apartamento, só o número do prédio. Fiquei um bom tempo olhando para o interfone com cara de idiota pensando no que eu ia fazer, não tinha o que fazer ali, mas então o portão abriu, olhei lá para dentro e estava o porteiro olhando para a minha cara com um sorriso pequeno e um olhar que passava a mensagem de que eu não devia ser o primeiro a aparecer no portão e ficar olhando igual um idiota.

O que está procurando garoto? Me perguntou o porteiro.

Disse que estava procurando uma garota loira de olhos castanhos com o nome Andy e que morava naquele prédio, ele riu para mim e perguntou se meu nome era Joseph, ele riu foi até o elevador, apertou o botão do andar quinze e disse para eu ir que ela estaria me esperando no número 1520.

Quando entrei no elevador, adivinho… José estava lá dentro usando um terno e olhando para mim, o ignorei e fiquei em silencio. Enquanto o Elevador subia ele puxou do bolso um giz e começou a desenhar um casal fazendo sexo, um desenho bem arrogante por sinal. Depois que ele terminou de desenhar ele começou a imitar a cena no espelho, olhei para ver quantos andares ainda faltavam e suspirei (Uma gargalhada começa atrás de Joseph, mas parece que ele não percebe)

Quando cheguei no decido terceiro andar José deu um tapa no meu rosto, eu fiquei muito assustado fiquei olhando como se não entendesse o que estava acontecendo, ele olhava para mim com um olhar de ódio e começou a apontar para o desenho que ele havia feito, eu balancei a cabeça dizendo que não, não entendia o que ele queria dizer com aquilo, então ele me empurrou na parede do elevador e começou a fazer força para abrir a porta do elevador, fiquei com muito medo, afinal, como era possível aquilo? Ele abriu a porta do elevador em movimento e pulou quando então eu dei um grito e pisquei, nisto que pisquei eu estava no decimo quinto andar e a porta estava aberta.

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Peço perdão pelo vacilo!

Cade os conteúdos? Cade os Áudio-Books?

Pois é, o site andou meio parado devido a problemas com a criação.

Quando site foi criado, havia um grupo que trabalhava ajudando com o conteúdo, mas a medida que as coisas foram passando, fiquei sem uma equipe e comecei a trabalhar sozinho.

Hoje o Site possui apenas a mim como criador de conteúdo, o que provocou um buraco de quase um mês sem conteúdo. Hoje o site vai haver mudanças a respeito do conteúdo e farei de tudo para que sempre aja conteúdo para vocês!

Esse post eu criei de forma bem simples com a unica intenção de esclarecer isso a todos…

Um Beijo, um abraço e Valeu!

Guerra Mental: 1º Fita

1° De abril de 2005: 21:00

Olá, meu nome é Joseph, tenho onze anos, hoje eu ganhei um gravador e “milhares de fitas”. Se você estiver ouvindo isso, você conhecerá um outro mundo, conhecerá o que há no mundo sobrenatural, você conhecerá a minha historia.

Minha mãe me deu esse gravador para que eu pudesse gravar as coisas como um diário, na verdade acho que ela estava zombando de mim, pois ela não acredita em espíritos. Minha mãe acha que sou louco apenas pelo fato de eu ter um amigo chamado… Eu não sei o nome dele… Ele nunca me disse o nome dele, e também nunca fui na casa dele (ouve-se uma respiração de fundo) na verdade, eu não sei muito sobre ele, mas tudo bem por que eu gosto muito dele, ele sempre me houve, ao contrario da minha mãe que nunca está aqui comigo. Amigo, gostaria de falar algo no meu gravador? (Joseph para de falar e a única coisa que se houve é uma respiração um pouco mais alto quando se houve quase que um “oi” no meio da respiração por meio de sussurros.)

Acho que ele está com vergonha, ele foi embora, ele atravessou a parede e foi embora.

Tchau amigo!

Vou contar um pouco sobre mim, eu tenho onze anos e não posso sair de casa para ir a lugar algum, nem a escola. Não posso ir para a escola pelo fato de terem medo de mim, porque meu amigo me diz tudo que acontece sobre todos na escola, também não posso ir a rua pois a minha mãe diz que alguém pode tentar me matar.

(Ouve-se uma voz de fundo meio roca chamando Joseph para jantar)

Parece que alguém está me chamando para jantar, o que é estranho por que a minha mãe não está em casa, talvez seja o meu amigo.

Bem, vou ir jantar… Até amanhã gravador.

2 de Abril de 2005: 12:00

Acabei de almoçar e fazer a minha prova, eu não posso sair de casa, então eu faço provas a distancia para que meu ensino não fique atrasado. Ah, se lembra quando eu disse ontem que alguém havia me chamado para jantar? Quando eu cheguei na cozinha havia uma maça em cima da mesa e não havia mais ninguém em casa, não sei o que aconteceu.

Bem, eu tive um sonho estranho hoje a noite. Sonhei que estava parado na esquina da minha rua, que a muito tempo não vejo por sinal, eu estava parado coberto de sangue, no chão havia pessoas, meus vizinhos na verdade, todos eles mortos, parecia que eu havia matado eles. (Ouve-se uma respiração de fundo enquanto Joseph fala) O estranho é que eu não estava com medo ou nojo daquilo, eu sentia prazer… Será que sou algum tipo de psicótico como aqueles de filmes de terror? Na infância sofrer por alguns fatos e quando fica mais velho decido colocar uma mascara e matar as pessoas. Daqui a algumas horas minha psiquiatra irá chegar, será que devo falar disso para ela? (Quando Joseph faz a pergunta para sí mesmo se ouve uma voz de fundo sussurrando a palavra “sim”)

O que foi isso? Tem alguém ai?

Gravador, você também ouviu isso? Parece que eu ouvi alguém dizendo sim.

Acho que não falei muito sobre a minha mãe, na verdade, eu não sei sobre o que a minha mãe trabalha, apenas sei que ela fica o tempo inteiro fora, algumas vezes, ela vai fazer viagem, porem como eu já estou acostumado a ficar sozinho não preciso me preocupar, e os meus vizinhos trazem comida para mim, acho que a minha mãe pediu para eles, ou não. O meu pai morreu a alguns anos, minha mãe nunca mencionou como ele morreu, porem já sonhei diversas vezes com ele sofrendo um acidente de carro. (Quando Joseph fala sobre o acidente de carro se houve mais ao fundo algo falar sussurrando: Sim…. Eu matei ele)

O que foi isso?

Aconteceu novamente, estou ficando com medo (a respiração ao fundo vai ficando mais tensa, Joseph dá um grito e corre dentro do cômodo que ele está)

O que é você? Como entrou aqui?

(Se houve uma risada diabólica vindo do fundo e depois passos vindo em direção de Joseph dizendo sussurrando: “Corra! ” Então Joseph começa a gritar e parece arremessar algo no que esta vindo em sua direção que logo para o caminhar.)

Aquilo que estava aqui foi embora (Joseph fala quase que chorando, aparenta estar com muito medo) Ele parecia uma pessoal igual a mim, a diferença é que seus olhos eram totalmente negros, você tinha que poder sentir cheiro gravador, ele fedia a enxofre e sangue. O problema é que se eu contar isso para a psiquiatra, ela vai querer me colocar em alguma clínica, então por enquanto esse será nosso segredo.

Boa noite, ou bom dia gravador, eu não consigo dormir. Estou incrivelmente exausto, porem não consigo dormir, estou com medo daquela coisa aparecer novamente. (se houve o barulho de alguém batendo na porta)
Está ouvindo isso? Tem alguém na porta, tenho que me esconder, não espera, acho que estou ficando paranóico, tem alguém batendo na minha porta e eu estou tentando me esconder. (Se houve o barulho da porta abrindo)

Joseph, o que você está fazendo? Já está na hora de dormir! (Era apenas a mãe de Joseph)

Não consigo mãe, eu estou com medo.

Medo de que meu filho?

Medo de não consegui acordar..

Chega Joseph, você está ficando paranóico, eu não agüento mais você e essa sua loucura, quando o dia amanhecer vou ligar para a doutora, você vai para uma clinica (se houve o barulho da porta batendo com força)

Gravador, você ouviu? Minha mãe vai me internar, e agora o que eu faço? Eu não quero ir (se houve algo atrás de Joseph dizer: O que está fazendo? Está com medo?)

Oh meu Deus, mais que merda é você?

Por que está me perturbando, suma daqui agora (Joseph começa a gritar por socorro)

Não adiante gritar Joseph, eu sempre estarei aqui para lhe mostrar que a vida é bem mais que isso que você pensa.

Por favor me deixe em paz ( Joseph começa a chorar)

NUNCA!! (a aberração grita para Joseph e se ouve barulho de coisas caindo no chão.

Joseph o que está acontecendo?

Mãe, foi a criatura, ela quer me matar mãe, me protege por favor.

Você está louco, de manha cedo você sai dessa casa!

(ouve-se barulho da porta batendo novamente)

Joseph fica chorando por alguns minutos no silencio de seu quarto

Gravador, essa é a minha ultima gravação antes de ir para a clinica, eu não sei o que vai acontecer lá, irei deixar você guardado para que ninguém mexa em você, também irei trocar a fita para caso alguém ache, não ouça essa gravação.
Estou com medo, muito medo, nesses três dias você percebeu que a minha vida é algo alem do normal, o sobrenatural quer tomar a minha alma, porem irei resistir. Adeus gravador, talvez até a algum dia.